Impacto

Conexões inteligentes que causam impacto

Nossas soluções financeiras permitem que investidores e tomadores de crédito agrícola de diferentes tamanhos, regiões e segmentos prosperem em seus negócios. Ao mesmo tempo, viabilizamos ferramentas para a criação de um ambiente de negócios economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente sustentável.

O desafio

O crédito agrícola é insuficiente e mal distribuído

Em todo o mundo, a participação da agropecuária no montante total do crédito é proporcionalmente menor do que sua contribuição para a economia.

Segundo a FAO, “o setor agrícola recebeu menos de 3,5% do crédito total em quase metade dos países” (2018). Grande parte destas linhas de financiamento não é acessível aos pequenos e médios produtores, os quais são quase invisíveis aos credores tradicionais.

A dificuldade de acesso ao crédito distancia ainda mais este público das melhores práticas agrícolas, criando barreiras para profissionalização do campo e para a adoção de ações socioambientais mais sustentáveis, e empurrando estes agricultores cada vez mais próximos da pobreza e da agricultura de subsistência.

A distância de pequenos e médios agricultores do mercado financeiro faz com que os financiadores não consigam precificar os seus riscos, e, dessa forma, não criem linhas de crédito que atendam às necessidades deste público. Quando o fazem, cobram taxas de juros muito altas.

A questão

Como conectar os pequenos e médios produtores ao mercado financeiro, dando visibilidade e abrindo oportunidades para que esse grande contingente possa prosperar e gerar prosperidade?

A proposta Traive™

O poder da ciência e do impacto positivo

A Traive™ utiliza o poder da ciência e de nossos algoritmos proprietários para oferecer soluções de inclusão financeira e análise de dados que visam diminuir a lacuna no setor financeiro para pequenos e médios agricultores.

Sabemos que a exclusão deste público não pode ser explicada ou resolvida apenas por questões financeiras, mas as finanças desempenham um papel crítico em todos eles. Assim, contribuir para a inclusão financeira de pequenos e médios produtores pode ter um impacto significativo para o desenvolvimento de pessoas, comunidades, regiões e até países.

Embora a inclusão financeira não seja uma meta direta entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, ela é um facilitador importante para todos eles, especificamente para 8 ODS que explicamos abaixo.

Mais crescimento econômico: Os pequenos produtores constituem uma parcela significativa da pobreza mundial. Empoderá-los traz uma oportunidade única. De acordo com o Banco Mundial, “o crescimento no setor agrícola é de duas a quatro vezes mais eficaz para aumentar a renda entre os mais pobres em comparação com outros setores”.

Segundo a FAO, “o investimento na agricultura, particularmente nos mais pobres, é mais eficaz na redução da pobreza do que o investimento em setores não agrícolas.”

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A grande maioria das propriedades rurais do mundo tem porte pequeno ou muito pequeno. E elas podem ser decisivas para atender à demanda de aumentar em 70%, até 2050, a produção global de alimentos (Fonte: IFC- International Finance Corporation), desde que tenham acesso a crédito e assistência técnica.

Estudos estimam que “os pequenos agricultores produzem globalmente 28 a 31% da produção total de culturas e 30 a 34% da oferta de alimentos em 24% da área agrícola”.

De acordo com a UNSGA, “os agricultores que têm acesso a serviços financeiros costumam produzir colheitas mais abundantes, impactando o progresso do segundo ODS: reduzindo a fome e promovendo a segurança alimentar”.

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A agricultura representa o setor mais importante para o emprego das mulheres no mundo, especificamente em países de baixa e média renda. A maioria delas, no entanto, não é remunerada ou é mal remunerada. Em muitas regiões do mundo, pobreza e conflitos produzem um êxodo dos homens das áreas rurais, levando à feminização da agricultura. E as mulheres enfrentam dificuldades para continuar os negócios agrícolas, principalmente porque têm muito menos acesso a conhecimento e ao capital. Isso coloca mais pressão para manter o negócio rural e exacerba ainda mais a desigualdade e a pobreza. A forma de reverter esse quadro é a inclusão de todos nos sistemas de crédito.

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A agricultura ainda é o principal pilar do emprego em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Muito desse trabalho é informal, caracterizado por altos níveis de atividade e sazonalidade. Más condições de trabalho levam ao êxodo rural, expansão urbana descontrolada, além de problemas de saúde para os trabalhadores.

A pobreza no campo também incrementa índices de trabalho infantil. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), “em todo o mundo 60% de todas as crianças que trabalham na faixa etária de 5 a 17 anos trabalham na agricultura”. São cerca de 129 milhões de meninas e meninos, de acordo com a FAO, muitos entrando de forma precoce na força de trabalho, geralmente com idades de cinco e sete anos. Mais da metade dessas crianças se envolve em trabalhos perigosos.

As más condições de trabalho também desestimulam os jovens a trabalhar na fazenda, colocando em risco o destino da agricultura.

Porém, estudos mostram que fornecer crédito aos agricultores, mesmo que de curto prazo, pode melhorar sua produtividade. Simplesmente porque eles podem se alimentar melhor, contratar mão de obra e fazer mais investimentos em suas terras. Tudo isso junto, contribui para um melhor ambiente de trabalho para os agricultores.

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A redução das desigualdades (ODS 10), tanto no nível nacional quanto no nível dos países, está fortemente relacionada à erradicação da pobreza (ODS 1) e da fome (ODS 2). Segundo a FAO, “níveis absolutos de fome e pobreza são as questões mais dramáticas quando se trata de combater a desigualdade”. Agricultores geralmente estão entre os mais pobres, que pertencem a segmentos excluídos financeiramente. Além disso, a maioria dos pequenos e médios agricultores vive em países em desenvolvimento ou menos desenvolvidos.

O ODS 10 também está intimamente relacionado às Mudanças Climáticas (ODS 13) e à Vida Terrestre (ODS 15), porque todos eles estão fortemente ligados à sustentabilidade ambiental e à agricultura. Os agricultores, assim como os países que dependem fortemente de seus recursos naturais e setor agrícola, são os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

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Fornecer aos agricultores recursos financeiros adequados e acessíveis, especialmente no contexto de Finanças Verdes, combinados com ferramentas de análise de dados que preveem os riscos relacionados ao clima e capacitam os agricultores a se adaptarem às novas condições, é a chave para prevenir ou aliviar os efeitos drásticos das mudanças climáticas.

Como o maior grupo de agricultores do mundo, podem desempenhar um papel crítico em aumentar ou diminuir os efeitos das mudanças climáticas. Enquanto estão sob pressão da pobreza, recorrem frequentemente ao curto prazo, o que leva ao desmatamento maciço, à desertificação e à degradação da terra. Uma vez fora dela, podem contribuir para a mitigação dos efeitos climáticos.

A agricultura, a silvicultura e a mudança no uso da terra são responsáveis por 25% das emissões de gases de efeito estufa. Mas mesmo tempo, segundo a FAO, esses setores detêm “quase metade das soluções para as metas climáticas globais.”

Como dependem muito do clima em sua atividade, os pequenos e médios produtores rurais são os mais afetados pelas mudanças climáticas. A agricultura sofre um quarto de todos os danos e perdas causados por riscos e desastres naturais nos países em desenvolvimento.” Esses riscos climáticos diminuem a resiliência financeira dos agricultores e o apetite dos credores para entrar no mercado.

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Práticas agrícolas insustentáveis acompanhadas por efeitos das mudanças climáticas são uma das principais causas de perda de biodiversidade. O modo como usamos a natureza durante as últimas décadas pressiona consideravelmente a Terra.

No entanto, para pequenos e médios agricultores que não estão equipados com o conhecimento e os recursos financeiros, a transição para práticas sustentáveis pode ser uma prática muito longa e dispendiosa, o que coloca seus meios de subsistência em risco a curto prazo. Além do acesso a programas educacionais, eles precisam de apoio financeiro para fazer as mudanças necessárias e poder suportar algumas perdas antes que possam começar a obter os benefícios de se tornarem sustentáveis.

Além de criar soluções financeiras para pequenos e médios agricultores em geral, a Traive™ desenvolve soluções especificamente para provedores de Finanças Verdes e agricultores com práticas sustentáveis.

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O objetivo ambicioso da inclusão financeira dos pequenos e médios agricultores, especialmente os médios desatendidos, faz com que muitas partes interessadas se conectem e compartilhem seus conhecimentos e seus expertises. Trazemos nossas soluções de alta tecnologia e ferramentas criativas para conectar e capacitar agricultores e credores. Esperamos poder colaborar e trabalhar com você caso compartilhe da mesma paixão e missão.

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O resultado

O impacto na prática

Sete produtores do Centro-Oeste brasileiro tornaram-se, em março de 2021, pioneiros em todo o mundo em uma nova modalidade de crédito agrícola. Graças a uma operação inédita de emissão de CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas) baseado em finanças verdes, eles acessaram diretamente o mercado de capitais e captaram R$ 63,3 milhões (o equivalente a US$ 11 milhões na data da emissão).

A operação recebeu a certificação verde de acordo com os Critérios Agrícolas da Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional sem fins lucrativos que é referência global no desenvolvimento dos critérios de rotulagem para esse tipo de transação.

A estruturação do CRA Verde.Tech foi resultado da conexão desses produtores com a Traive™ e suas parceiras Produzindo Certo e Gaia Impacto. Foi lastreada na emissão, por parte dos produtores, de 17 CPRs (Cédulas de Produto Rural), em que estão vinculados, além de compromissos produtivos e financeiros, uma série de metas de desempenho socioambiental em suas propriedades. Trata-se da primeira operação pulverizada do gênero, reunindo produtores rurais e sem ligação a um grupo agrícola.

Os compromissos assumidos pelos produtores permitirão a preservação de 24.667 hectares de áreas protegidas com vegetação nativa intactas – sendo 2.505 hectares de matas ciliares no entorno de 387 quilômetros de rios e 141 nascentes.

A aplicação de tecnologia inovadora permitiu aos parceiros superar os principais desafios que dificultam que investimentos estrangeiros cheguem diretamente aos produtores rurais brasileiros, como a quantificação do risco de crédito. Isso minimiza incertezas e possibilita ao investidor calcular seu retorno baseado no risco real, reduzindo assim custos e juros.

A verificação socioambiental garante que os recursos financeiros sejam destinados aos produtores com as melhores práticas socioambientais e que visam aprimoramento contínuo.

Já o seguro agrícola customizado especificamente para essa operação permite a transferência de riscos climáticos do produtor, dando segurança adicional tanto a ele como ao investidor.